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Pesquisa do GEHRD/IFMG demonstra a evolução da mancha urbana de São João Evangelista nos últimos 30 anos (1986 - 2016)

Publicado: Quinta, 07 de Dezembro de 2017, 15h29 | Última atualização em Quinta, 07 de Dezembro de 2017, 15h29

A produção do espaço urbano no município de São João Evangelista (SJE) foi fortemente marcada pela fundação, em 1951, da “Escola de Iniciação Agrícola”, atual IFMG/SJE, mantendo-se vinculada a ela até o presente. A pesquisa realizada no âmbito do “Grupo de Estudos em História Regional e Desenvolvimento - GEHRD”, intitulada: “Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento como ferramentas de análise urbana: a evolução da mancha urbana do distrito sede do município de São João Evangelista/MG”, sob orientação do professor Dr. Douglas Puglia, coorientação do professor Júlio César Paiva e investigação do bolsista PIBIC-Jr, Ademilson Ferreira; buscou entender o comportamento da malha construída na cidade nos últimos 30 anos. Durante a realização do projeto foram adotados procedimentos metodológicos das geotecnologias (sensoriamento remoto e geoprocessamento) na análise de imagens de satélite LANDSAT e elaborado quatro mapas, que, como produtos finais, representam a evolução da urbe no recorte temporal de 1986 a 2016. O primeiro mapa coincide com o ano de regularização do Curso Técnico em Economia Doméstica em 1986. O curso havia sido implantado em 1982. Tratava-se, portanto, de um momento de expansão das atividades de ensino da escola, para além do Curso Técnico em Agropecuária. A área da mancha urbana de SJE, neste momento, correspondia a 1,37 km². O segundo mapa, representando a cidade onze anos depois, apresenta uma área de 1,83 km², o que correspondeu a 33% de crescimento. Neste mesmo ano, 1997, a Escola Agrotécnica Federal passou a ser uma Autarquia vinculada ao Ministério da Educação e do Desporto. No terceiro mapa, produzido com imagens do ano de 2007, podemos notar que a malha, circunscrita em uma área de 2,41 km², cresceu 0,58 km², ou seja, 34% da área preexistente. Um ano depois, em 2008, através da lei nº 11.892, instituiu-se a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, e a Escola Agrotécnica passou a ser um campus do recém-criado Instituto Federal de Minas Gerais. Por fim, no mapa confeccionado a partir de imagens de satélite do ano de 2016, constatou-se o acréscimo de 0,76 km², o que correspondeu ao crescimento de 31,4% da mancha anterior, totalizando a área do município, neste momento: 3,17 km². Não foi contabilizado o número de edificações por período, porém, a partir de uma análise qualitativa superficial, é possível dizer que nos últimos dez anos ocorreu o adensamento da malha urbana, com a concentração de novas edificações na parte central, e nos eixos do entorno da rodovia BR-120 que corta a cidade longitudinalmente, e nos quais constatou-se os maiores acréscimos (como pode ser observado nos dois últimos mapas). É importante também atentar que no ano de 2012 a especulação da instalação da mineradora Centaurus no município (que não veio a ocorrer) levou a edificação de moradias nas áreas de expansão. Pela análise dos mapas concluiu-se que assim como ocorre na quase totalidade dos municípios do Centro Nordeste de Minas, São João Evangelista, a curto prazo, necessita de planejamento urbano que leve infraestrutura adequada (energia, água, esgoto, arborização, áreas de convivências, etc.) para as novas áreas urbanas. A médio e longo prazo, também como as outras cidades da região, necessita de um anel rodoviário que desvie o trânsito pesado da área central do município. Pesquisa financiada com recursos públicos do IFMG/SJE e do CNPq.

 

1986

1997

2007

2016

2016

Evolução

Evolução 1

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